Testes obrigatórios no recém nascido – Quando e por que fazer

 

Logo que nasce, o bebê passa por uma série de exames e para ajudar as mamães a entender melhor os benefícios por trás de cada teste, separamos aqui os testes obrigatórios no recém nascido no Brasil, então pra não se assustar quando chegar a hora, fica com a gente até o final.

Os testes obrigatórios para o recém-nascido são:

1. O teste do pezinho

2. A tipagem sanguínea

3. O teste da orelhinha

4. O do olhinho

5. O do coraçãozinho

Estes são que são oferecidos pelo SUS e devem ser feitos nos primeiros dias de vida.

O Teste do Pezinho é obrigatório e gratuito, devendo ser feito entre 48 horas depois do nascimento e até 1 semana de vida, pode ser realizado ainda na maternidade ou no posto de saúde.

É feito a partir de uma pequena amostra de sangue retirada do pé do bebê, e é capaz de detectar doenças, e determinar o tipo de sangue do bebê.

O Teste da Orelhinha, também chamado de Triagem Auditiva Neonatal, é obrigatório e também oferecido gratuitamente pelo SUS. É feito ainda na maternidade, de preferência nas primeiras 48 horas de vida do bebê, mas pode ser realizado durante o primeiro mês de vida e ajuda a detectar possíveis problemas de audição.

O Teste do Olhinho, ou Teste do Reflexo Vermelho, normalmente é oferecido gratuitamente pela maternidade ou postos de saúde para detectar problemas de visão, deve ser feito ainda na maternidade ou na primeira consulta com o médico, de preferência durante a primeira semana de vida.

O Teste do Coraçãozinho também é obrigatório e gratuito, feito na maternidade entre as primeiras 48 horas de vida do bebê, a partir de duas amostras de sangue, uma coletada do braço direito e outra de uma das pernas do bebê, para identificar possíveis diferenças nos níveis de oxigênio de cada amostra.

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E por último, o Teste do Quadril, também obrigatório, mas oferecido pelo SUS apenas em alguns estados e cidades, é feito a partir da movimentação das pernas do recém-nascido pelo médico, para detectar uma possível Displasia do Desenvolvimento do Quadril.

Por causa da sua importância e das frequentes dúvidas das mães  vamos explicar o teste do pezinho!

 

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Teste do pezinho

Diversas doenças não apresentam sintomas nos primeiros dias de vida, e por isso, o exame de sangue conhecido como teste do pezinho ou primeira triagem, é tão importante para a saúde do seu bebê. O teste é obrigatório e deve ser realizado depois de 48h após o nascimento do bebê ou no máximo cinco dias depois do parto.

Muitas vezes o exame é feito direto no hospital, antes mesmo de o bebê sair da maternidade, quando isso não acontecer é importante pedir encaminhamento para o exame básico gratuito, que é oferecido pelo SUS em todo Brasil.

Você com certeza já ouviu falar no teste do pezinho e provavelmente já sabe que é basicamente a retirada de uma gotinha de sangue do calcanhar do bebê. Alguns bebês são mais sensíveis que outros, e a picada mais assusta do que dói! A enfermeira pode escolher tirar do braço que é menos sensível, mas o importante é coletar a gotinha! O resultado desse teste pode fazer toda a diferença entre o bebê crescer saudável e se desenvolver normalmente ou viver a vida com uma série de problemas e complicações que não tem cura, ou tratamento mais tarde.

Ah! É importante que o bebê tenha mamado antes de retirar a gotinha para que os resultados sejam mais precisos.

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Fenilcetonúria: o organismo não consegue desmanchar uma substância existente no sangue chamada fenilalanina, esta substância se acumula no organismo, principalmente no cérebro, levando à deficiência mental. E o diagnóstico e o tratamento precoce podem evitar totalmente esse quadro.

Hipotireoidismo Congênito: é a ausência ou produção reduzida do hormônio da tireoide. Muito importante para o amadurecimento e funcionamento de vários órgãos, em especial o Sistema Nervoso Central. A falta do hormônio provoca retardo neuropsicomotor acompanhado de lesões neurológicas irreversíveis. E o diagnóstico e o tratamento quanto mais cedo começarem, podem prevenir o retardo mental.

Doença Falciforme (Hemoglobinopatias): mais comum na população negra, é transmitida pelos pais, os glóbulos vermelhos alteram sua forma e ficam parecidos com uma foice – por isso o nome falciforme. Estes glóbulos alterados grudam-se uns nos outros, dificultando a passagem do sangue pelos pequenos vasos do corpo, assim começam a aparecer dores e inchaços nas juntas, anemia, “amarelão”, infecções. Quando diagnosticada cedo e acompanhada periodicamente pela equipe de saúde, a criança pode ter uma vida normal.

Fibrose Cística: é uma desordem genética que afeta especialmente os pulmões e o pâncreas, O tratamento do paciente com Fibrose Cística consiste em acompanhamento médico regular, uma dieta especial, utilização de enzimas pancreáticas, suplementação vitamínica (vitaminas A, D, E, K) e fisioterapia respiratória. Embora tenha uma mortalidade alta, e seja uma doença difícil de tratar, a qualidade de vida da criança melhora muito, se detectada ainda nos primeiros dias de vida.

Hiperplasia adrenal congênita (HAC): Engloba um conjunto de síndromes que são diferentes deficiências enzimáticas relacionadas com a glândula adrenal (ou supra-renal). Com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, é possível melhorar o padrão de crescimento, que pode ser até normalizado, na maior parte dos casos. As manifestações clínicas dependem da enzima envolvida e do grau de deficiência enzimática (se total ou parcial). O tratamento deve ser contínuo ao longo da vida.

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Deficiência de biotinidase: A doença se manifesta a partir da sétima semana de vida, com distúrbios neurológicos e na pele, como crises epilépticas, hipotonia (diminuição do tônus muscular e da força), microcefalia, atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, alopecia (perda de pelos e/ou cabelos) e dermatite eczematoide. Nos pacientes com diagnóstico tardio, são comuns distúrbios visuais e auditivos, assim como atraso motor e de linguagem. O tratamento medicamentoso é muito simples, de baixo custo e consiste na utilização de biotina (vitamina) em doses diárias.

O resultado do teste pode demorar de uma semana a um mês para ficar pronto, e pode voltar Normal ou Alterado. Mesmo que o teste volte normal, é comum que o médico peça um novo exame! Mas no caso de resultado alterado, a família é contactada por telefone e é solicitado um novo teste! Caso haja confirmação, outros testes como o “Do suor” podem detectar outras doenças com mais precisão e ajudar o médico a indicar o tratamento adequado.

Existem testes pagos, muitas vezes incluídos nos planos de saúde particular, que detectam diversas outras doenças. O exame Completo é capaz de identificar mais de 50 doenças.

E você mamãe já passou por essa experiência? Como foi com você? Conta pra gente aqui embaixo nos comentários!

 

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Sobre Dra. Diliagni Tellez Matos 67 Artigos
Especialista em Clinica Geral, com Pós-graduação em Medicina Alternativa, cursos de Acupuntura, Terapia Auricular, Fitofármacos e Tratamentos Alternativos da Medicina Quântica. Membro da Associação Brasileira de Terapeutas Holísticos.

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