Vacina russa Sputnik V revela 91,6% de eficácia contra Covid-19

vacina russa

 

Até que em fim hoje uma boa noticia da vacina russa!

A vacina russa da sinais de esperanças. Após messes de critica devido a falta de revisão e o passo acelerado de sua aplicação na Rússia a vacina Sputnik V teve em fim o analise preliminar da sua terceira fase de ensaio foi publicada pela revista britânica The Lancet.

Em um estudo com 20 mil participantes o imunizante mostrou ter uma eficácia de 91,6. Desses teve 12 participantes contaminados com sintomas leves, enquanto foram 62 o numero dos infetados por COVID que tinham recebido placebo.

A Rússia anunciou que deve começar a vacinar em massa sua população contra a covid-19 em outubro do 2020. Diante da urgência para se tentar frear os avanços do novo coronavírus pelo mundo, algumas etapas do processo de desenvolvimento de uma vacina foram acelerados em boa parte das mais de 160 pesquisas registradas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ainda assim, o prazo colocado pelos russos parece otimista demais e levantou uma série de dúvidas sobre a vacina do país. Sou Camilla Veras Mota, da BBC News Brasil, e vou resumir nesse vídeo o que sabemos sobre ela. Bom, a vacina russa vem sendo desenvolvida pelo Centro Nacional de Investigação de Epidemiologia e Microbiologia, o Instituto Gamaleya, junto ao Ministério da Defesa.

Ela não estava entre as vacinas mais avançadas no processo de desenvolvimento, aquelas que estão na fase 3 dos testes clínicos. A pesquisa russa acaba de concluir a fase 2, agora no início de agosto. Os testes foram realizados em voluntários no hospital militar Burdenko, conforme o vice-ministro da Defesa, Rusan Tsalikov, de forma “bem sucedida”. Segundo ele, todos os voluntários que receberam imunização se sentiam bem e, portanto, a primeira vacina doméstica contra a covid-19 estaria pronta.

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O ministro da Saúde russo, Mikhail Murashko, anunciou que os documentos para o procedimento de registro da vacina estão sendo preparados e que a produção em escala industrial deve ter início em setembro. A fase 3 aconteceria entre os dois momentos, com um grupo de 1600 voluntários. O problema é que, além de não ter concluído ainda todas as etapas da pesquisa, a Rússia não divulgou qualquer evidência científica que confirme a eficácia e a segurança da vacina. Aliás, o país não publicou nenhum estudo detalhado sobre as outras etapas do processo até aqui.

Os resultados das fases 1 e 2 dos estudos clínicos da vacina de Oxford, por exemplo, foram publicados no periódico científico. The Lancet agora no fim de julho. E no cenário mais otimista, ela ficaria pronta apenas no fim do ano. Aliás, vamos aproveitar para relembrar rapidamente: de forma geral, as vacinas passam por estudos pré-clínicos e três fases de testes clínicos, feitos em humanos. A primeira, conforme as informações do Instituto Butantan, tem como objetivo verificar a segurança – ou seja, se a vacina produz algum tipo de efeito colateral.

A segunda fase estabelece a imunogenicidade da vacina, ou seja, verifica qual resposta imunológica ela desperta. A terceira e última fase dos estudos clínicos procura demonstrar sua eficácia, ou seja, se ela de fato protege o organismo. Já haveria interessados na vacina russa em mais de 20 países, entre eles o Brasil, segundo o chefe do Fundo de Investimento Direto do governo da Rússia, Kirill Dmitriev – que, aliás, comparou o suposto sucesso da pesquisa ao lançamento do Sputnik, o primeiro satélite artificial a orbitar na Terra.

Segundo o serviço em russo da BBC, existiam temores entre vários especialistas de que os ensaios clínicos tenham sido insuficientes, diante de um foco exagerado do Kremlin para ganhar a tal da corrida mundial por uma vacina -a releitura da corrida espacial da guerra fria – e usar o feito como instrumento de propaganda.

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Em abril, o presidente Vladimir Putin chegou a instruir o governo a tomar decisões para simplificar e encurtar o prazo para os ensaios clínicos e pré-clínicos.

Em fim, depois de tantos desentendimentos, duvidas, e até critica, acho que estamos tendo noticias alentadoras para o mundo.

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Sobre Dra. Diliagni Tellez Matos 67 Artigos
Especialista em Clinica Geral, com Pós-graduação em Medicina Alternativa, cursos de Acupuntura, Terapia Auricular, Fitofármacos e Tratamentos Alternativos da Medicina Quântica. Membro da Associação Brasileira de Terapeutas Holísticos.